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Rio+20 vem aí!

Por Thaís Teles

Um evento que mobiliza a atenção do mundo inteiro durante alguns dias. De tempos em tempos, as Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento discutem e tentam amenizar as possíveis consequências do uso desenfreado dos recursos minerais e energéticos praticado pelo homem ao longo dos séculos.

A certeza que do homem acerca da capacidade de revitalização natural da Terra, tomou conta de suas ações fazendo com que a preocupação com o meio ambiente fosse deixada de lado e superada pela ganância atrelada ao capitalismo e pela necessidade de inovações inserida na sociedade  a parti do desenvolvimento industrial

Somente na década de 70 um grupo de cientistas norte-americanos do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), percebeu a necessidade de mudanças nas ações humanas em relação ao meio ambiente. Os indícios para tal mobilização e relativa preocupação foram motivados pelo secamento de diversos lagos e rios, surgimento de ilhas de calor e pelo fenômeno meteorológico denominado inversão térmica, que apesar de ser uma ação natural pode gerar uma série de problemas respiratórios, uma vez que esse processo faz com que os poluentes lançados na atmosfera permaneçam retidos nela juntamente com o ar frio. Porém, a primeira atitude mundial em tentar organizar as ações do homem foi  realizada em 1972, na Conferência de Estocolmo, na qual 113 países  reuniram-se para, pela primeira vez, discutir as diretrizes dos recursos naturais e a disponibilidade destes para as futuras gerações.  O evento foi um marco refencial sobre a consciência de que havia necessidade de tratar melhor o meio ambiente para que a humanidade exercesse o direito a uma vida digna.

Dez anos após o evento, uma avaliação sobre a Conferência de Estocolmo foi feita em Nairóbi, Kenia. O encontro resultou na formação de uma Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujos resultados de pesquisas feitas pelos membros foram publicadas em 1987 no “Relatório Nosso Futuro Comum”, também conhecido como “Relatório Brundtland”, na qual uma das principais recomendações foi a realização de uma conferência que direcionasse os assuntos ali citados. Além disso, o relatório foi o primeiro documento a usar a definição de desenvolvimento sustentável, caracterizado como o “desenvolvimento que atende às necessidades  atuais sem comprometer a capacidade de as futuras gerações terem suas próprias necessidades atendidas.”

O “Relatório Brundtland” levou a Assembléia Geral das Nações Unidas a convocar, em 1990, a “Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desnvolvimento”, realizada no Rio de Janeiro, em 1992 e que ficou conhecida como Rio-92 ou Eco-92. O evento reuniu representantes de quase todos os países e o principal objetivo era estabelecer medidas eficazes para diminuir a degradação ambiental, ambição que consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável. Além disso, a Eco-92 também gerou um novo documento, a Agenda 21,  que tinha como objetivo consolidar um novo padrão de desenvolvimento ambiental racional.

Tantas tentativas, reuniões e manifestações em prol do meio ambiente. Líderes proclamam discursos cada vez mais motivantes e emocionantes acerca desse assunto que pauta, inclusive, as diretrizes da moda. Ao longo dos anos, diversas organizações – como o Greenpeace – e diversas leis foram estabelecidas com o intuito de reeducar as práticas do homem com o meio ambiente. Não há como negar que houve uma mudança de comportamento, porém, os resultados dessas ações individuais são muito pequenas quando comparadas com o descaso de grandes corporações ou  de países industrializados, como os Estados Unidos que se negaram a ratificar o Protocolo de Kyoto – tratado internacional que visa estabelecer compromissos mais rigorosos entre os países membros para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa -, tal atitude, segundo George W. Bush, ex-presidente norte-americano, está ligada ao fato de que  as propostas do protocolo interfeririam negativamente na economia do país.

Vinte anos depois, o Brasil será novamente sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável,  já batizada como Rio+20.  O encontro havia sido proposto em 2007 pelo atual presidente, Luís Inácio Lula da Silva. Segundo o blog Ambiente Brasil: “A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.”

O evento coincidirá com o prazo de vencimento do Protocolo de Kyoto, o que pode contribuir para que  sejam estabelecidos novos compromissos acerca da diminuição de gases que contribuem para o agravamento do efeito estufa.

A notícia, porém, não teve tanta repercussão nos meios de comunicação, como a Copa de 2014 ou as Olimpíadas de 2016.  Esse é apenas um exemplo de como verdades e fatos são calados  constantemente para dar voz ao sensacionalismo e à banalização de notícias com relativa importância para a sociedade. Verdadeiras informações  são camufladas pelo interesse das grandes corporações midiáticas, contribuindo para que o real significado deste termo se perca com o tempo. Tudo isso contribui para tornar o cidadão cada vez mais cético em relação à preocupação das autoridades governamentais com o meio ambiente, que só é manifestada em datas próximas  a esses eventos e facilmente esquecidas.

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Categorias: Artemis, Os titãs de Gaia [Meio Ambiente]

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