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Espírito esportivo até onde?

por Rafa Albuquerque

Se você gosta de futebol (ou ao menos acompanha por notícias), pare um pouco, faça um breve flashback do ano passado e reflita: você ainda tem coragem de ir acompanhar o teu time no estádio?

Convenhamos, não há nada mais emocionante do que chegar à porta do estádio, ver toda a torcida reunida,cantando, incentivando sua equipe. E até mesmo todas aquelas coisas chatas como ter que ser revistado pela polícia, entrar em uma fila enorme para comprar o seu ingresso sabendo que terá que tomar outra maior ainda para subir para a arquibancada e os cambistas gritando ao seu ouvido, nada disso tem a capacidade de estragar seu passeio, exceto uma coisa: a violência.

Muita confusão no Couto Pereira, em Curitiba

Muita confusão no Couto Pereira, em Curitiba

Por isso o flashback no início. Lembrar da última rodada do campeonato brasileiro de 2009 não é apenas lembrar da festa do Flamengo, campeão depois de 17 anos, mas também dos lamentáveis incidentes que aconteceram naquele Domingo. É possível listar todas as brigas que aconteceram — dentro e fora do campo — no ano passado: o descontrole de Obina e Maurício no jogo Palmeiras e Grêmio; um torcedor morto antes do jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG em Minas Gerais; muita confusão dentro e fora do Morumbi no clássico São Paulo e Corinthians.

Como para coroar o final do campeonato, o violento choque entre policiais e torcedores (e até mesmo torcedores brigando entre si) na comemoração do título no Rio de Janeiro e a lamentável invasão e depredação do estádio Couto Pereira, em Curitiba, por sua própria torcida. O clube ainda digere o rebaixamento para a série B do brasileirão.

E nesta semana a triste notícia que veio de Angola, aonde ocorre a CAN2010 — Copa Africana de Nações — e que não fica muito longe da África do Sul, país sede da próxima Copa do Mundo, preocupa mais ainda. Acontece agora,

inevitavelmente, uma mistura entre o futebol e reivindicações/movimentos políticos, a exemplo do ataque sofrido pela seleção de Togo por um grupo separatista, quando o seu ônibus foi metralhado. Morreram duas pessoas da comissão técnica e o goleiro reserva está gravemente ferido. Não seria nenhum exagero estabelecer um paralelo com o que aconteceu nas olimpíadas de Munique, em 1972, quando um grupo de palestinos invadiu armado o alojamento dos atletas israelitas.

Hoje, o esporte está em seu limite na relação com os torcedores. Até que ponto será possível aguentar fatos como esses?

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Categorias: Comportamento, Esporte, Esportes

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