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O cheiro de pipoca está rolando no ar

Por Raquel Almada

Há muitos e muitos anos atrás, num lugar não tão distante, aponta a pipoca. O alimento preferido da maior parte dos brasileiros e dos americanos, não tem uma data exata de surgimento, mas de acordo com pesquisas, sua origem foi provavelmente na América, um bom tempo antes de Cristóvão Colombo descobri-la.

Os índios do Norte do continente, bem espertos, inventaram de levar a espiga inteira ao fogo, cravada em um espeto. Viram que o negócio estava dando certo, mas ainda não estava cem por cento. Então começaram a soltar os grãos da espiga e jogá-los em fogo baixo.

Na medida em que as técnicas foram se aprimorando, criou-se um método onde se cozinhava a pipoca numa panela de barro com areia quente. Deveria ficar meio à milanesa a pipoca, mas com um “salzinho”, os índios mandavam ver na delícia derivada do milho.

O milho também era cultivado na Sumatra, Índia e China. Foi achado um fóssil com mais de 5.600 anos na cidade de Cueva de Murciélagos, centro-oeste do Novo México, que é o mais antigo registro da iguaria.

A realidade é que com espiga, sem espiga, doce, salgada, a pipoca é apreciada pela maioria da população e está presente em muitos eventos importantes do nosso dia-a-dia, como cinema, teatro, Festa Junina, filme em casa.

O nome pipoca é originário do tupi: pi = couro e poca = estourar. Em alguns países, como na Alemanha, onde o produto é comercializado em pequena escala, o nome é dado em inglês, popcorn.

Já nos Estados Unidos, que atualmente é o maior produtor mundial de milho de pipoca, começou a crescer o cultivo do milho por volta de 1800. Séculos mais tarde, durante a grande Depressão, seu consumo aumentou, pois a pipoca era vendida por cinco ou dez centavos o pacote. Algum tempo depois, em meio à Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos passaram a consumir três vezes mais o produto.

Antes, eles só comiam pipoca quando iam ao cinema, ou seja, pipoca era sinônimo de diversão, mas atualmente, cerca de 70% das pipocas compradas são consumidas em casa. Isso se deve ao valor exorbitante que a maioria dos cinemas cobram pela pipoca.

Mas a pergunta que não quer calar é: afinal, como o milho se transforma em pipoca? Como ocorre essa explosão mágica, que de um milho amarelo desabrocha uma flor branca comestível?

O enigma foi desvendado: dentro do milho para pipoca, tem água, que quando aquecida, a umidade interna se transforma em vapor e faz pressão, fazendo com que a casca estoure. Assim, o interior do grão se transforma em uma massa repleta de fibras e amidos, a deliciosa pipoca.

Mas não é com qualquer tipo de milho que se faz a pipoca, é com uma variedade especial de espigas, menores que as do milho tradicional. O milho para pipoca de microondas só difere do de panela pois os grãos são um pouco maiores, o que faz com que estourem com mais facilidade. Mas todos tem os mesmos elementos: a casca dura, do lado de fora e o amido e a água em seu interior.

O nome dado aqueles grãos de milho que não estouram é mururu, ou piruá. Eles não estouram quando tem pouca umidade em seu interior, mas não é o fim. Para salvar os famosos piruás, eles só precisam de uma hidratação.

Então, deve-se separar os grãos em uma jarra, umedecer com uma colher de água e mexer a cada 5 ou 10 minutos, para que a água seja absorvida. Depois, deixe descansar por dois ou três dias e então pode levá-los para o fogo, que eles se transformarão em lindas pipocas. É um pouco trabalhoso, mas vale para evitar o desperdício, afinal, esperamos 9 longos meses para nascer.

Nos dias de hoje, temos muitos sabores de pipoca. Há os que preferem as tradicionais, feitas na panela. Os mais impacientes, ou os da “nova era” do microondas, tem várias opções, como de bacon, queijo, manteiga (suave, light e normal) e até doces, como de chocolate ou caramelizada.

A realidade é que a pipoca está incutida em nossa cultura, e a famosa propaganda do Guaraná Antárctica – “Pipoca e guaraná, que programa legal” – vem à tona sempre que queremos comer pipoca. Vale a pena ver e relembrar.

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Categorias: Atena, Cardápio de Démeter

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