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As origens da ceia

Por Diogo Leite

A palavra ceia vêm do latim coena que significa a refeição que se toma à noite, sendo em geral, a última refeição de cada dia. Sua história se confunde com a celebração do Natal, ambas têm origens em festas pagãs. Na Itália era feita em homenagem a Saturno e no resto da Europa em homenagem a chegada do Sol.

Na Europa pré-cristã eram comuns as celebrações com fartura de comida e bebida para todos, afinal um novo ciclo da natureza se adentrava, havia a possibilidade de plantar alimentos, depois de um longo inverno.

Historiadores apontam duas versões para a ceia de Natal,  no cristianismo faz-se referência a última ceia de Cristo antes de sua morte, na biblía há essa passagem (1 Coríntios 11:23-26), onde Jesus teria dito aos seus discípulos “Façam isso em memória de mim”.

Há um simbologia nesta data, embora a última ceia de Cristo tenha acontecido na Páscoa judaica, a Igreja católica incorporou essa simbologia, com entes mais próximos em volta de uma mesa, celebrando a memória de Cristo.

A outra versão nos conta que teve sua origem na Europa, onde os moradores deixavam as portas das casas abertas no dia de Natal para receber viajantes e peregrinos e a família que os hospedavam recebiam estes, com bastante comida composta por diversos pratos.

Esta tradição acabou se espalhando pelo mundo e em cada país foi se acrescentando ingredientes típicos de sua região. No Brasil, a nossa ceia é composta, em geral, por peru, leitão, arroz, farofa, frutas secas, rabanada, castanhas, nozes, vinhos e champagne.

Os índios americanos já criavam perus antes da colonização inglesa, eles comiam peru para comemorar a primeira grande colheita e, assim surgiu o hábito de consumi-lo em datas importantes. Essa ave é um tradicional prato servido no dia de Ação de Graças.

As frutas secas e o panetone vieram da Itália, para os romanos, cada tipo de fruto tinha um significado, as avelãs evitavam a fome, as nozes a abundância e prosperidade, as amêndoas protegia dos efeitos da bebida, portanto à mesa do romano, as frutas prometiam a ausência de fome, pobreza e contra os excessos da bebida.

O panetone nasceu de uma história de amor, no século 15, um jovem se apaixonou pela linda filha do padeiro chamado Toni, que não aprovava o namoro, para impressionar o padeiro, o rapaz se disfarçou de ajudante de padeiro e inventou um maravilhoso pão fermentando com frutas, em formato de uma cúpula de igreja e presenteou o futuro sogro.

A champagne veio da França, onde nesta região foram coroados todos os reis da França, a essa comemoração era regada a champagne, desta forma, todas as comemorações foram regadas a algums vinho espumante.

A rabana veio junto com a colonização portuguesa e a farofa que harmoniza bem com o peru e com o leitão, este originário da Alemanha, foi criada pelos tupis-guaranis, grupo indígena que se distribuía do sul da Amazônia ao litoral brasileiro e era feita com farinha de mandioca. Sua invenção antecedeu a colonização do nosso território.

Essa é a ceia do brasileiro, um mix de várias culturas e gostos que se harmonizam a mais de 100 anos.

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Categorias: Cardápio de Démeter

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