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O Parque do Ibirapuera e seus Fantasmas

Por Raquel Almada
Segundo um mapeamento feito pela Prefeitura de São Paulo, foram identificadas 15 áreas perigosas no Parque do Ibirapuera, onde ocorrem furtos de veículos e bicicletas, roubos, além de consumo e tráfico de drogas, prostituição masculina e atos obscenos.
O Parque do Ibirapuera é o mais freqüentado de São Paulo e com o maior número de atrações (ciclovia, várias áreas para atividade física, playground e treze quadras), mas a violência que seus freqüentadores estão sujeitos faz com que tenham medo de ir ao parque sozinhos.
Se baseando nesses dados, a administração municipal está planejando uma série de ações para coibir a grande criminalidade no parque, e assim trazer tranqüilidade para os seus freqüentadores. A Guarda Civil Metropolitana (GCM), juntamente com a empresa de vigilância patrimonial fez essa análise, que foi apresentada nesta terça-feira (06/10) em reunião do Conselho Gestor do Parque do Ibirapuera (CGPI).
Os assaltos e roubos ocorrem com freqüência na região da passarela que faz a ligação entre a marquise e a Praça da Paz. Nesse caso, terá que ter um trabalho conjunto com a polícia. Já as quadras nessa mesma área são apontadas como local de consumo e tráfico de entorpecentes.
 
Os pontos que mais acontecem furtos de mochilas, veículos e pertences deixados dentro do mesmo, são nos bolsões de estacionamento públicos que ficam entre a Fundação Bienal e a Oca (Alameda do Café) e o do Museu de Arte Moderna (MAM). A Guarda Civil decidiu instalar no local uma cabine de vigilância elevada, pois só neste ano, foram encontrados 63 veículos com vidros abertos ou com as chaves no contato. As pessoas também têm que se atentar para isso, pois chaves no contato são total desatenção do motorista e a culpa não pode recair sobre o parque, nem sobre os seguranças.
 
Outro ponto bastante comentado é o Autorama, o estacionamento entre os portões 3 e 4 usado por motoescolas para treinamento de alunos. Porém, à noite, o local se torna um ponto de encontro de homossexuais e de prostituição masculina. Segundo pesquisa, o local pode se transformar daqui a alguns anos o mais perigoso do parque, pois já existe vários registros de crimes.
 
De acordo com o CGPI, há planos de se transformar o autorama em área verde. O administrador do parque se incumbiu de mandar a proposta para a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, para que o projeto possa ser elaborado em sua totalidade. No entanto, esse projeto não tem data definida para se concretizar e depende da aprovação da Secretaria.
 
Agora, a população fica à espera das devidas atitudes à serem tomadas pela Prefeitura e seus órgãos, pois a promessa é algo fácil para se fazer e o mapeamento não muito diferente. Mas os resultados são aguardados o mais rápido possível por todo o povo. Pois não se pode ficar a mercê da criminalidade, com risco à vida, em função de omissão dos órgãos do governo. Toda a população espera que esse ponto crítico seja solucionado sem tardar.
 
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Categorias: São Paulo

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