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Bastidores da peça "Lendas e Tribos"

Por Raquel Almada


Quem não gosta de ir a um teatro e assistir uma peça repleta de efeitos especiais e atores por todos os lados? Luzes e fumaça por todo o lado, risadas e suspiros de choro em alguns momentos.
Assim que entramos, minutos antes da peça começar, é uma calmaria total, aquele silêncio ansioso, nenhuma movimentação, a não ser a do público. E quando a peça começa, é tudo tão mágico que nem paramos para pensar em quão rápido o cenário mudou para uma nova cena, e muito menos em como os atores se vestiram com tanta desenvoltura a ponto de estarem impecáveis no retorno ao palco. Pois é, nada disso é mágico. Por trás de todo aquele ambiente sereno e tranquilo que o teatro nos proporciona, tem muita correria, muito suor e muita gente. A começar com as luzes. Já repararam que para cada cena tem uma ou mais cores diferentes de luzes? Com luminosidades e nuances infinitos? Trilha sonora, ruídos e sons…e a fumaça com cheiro adocicado. São horas e horas de trabalho para instalar os equipamentos, as luzes, os efeitos especiais, ajustar o som.
Então pensamos: “Ufa, está tudo pronto!”…Ledo engano…Horas antes de começar a peça, aquele grande afã, preocupação com o figurino, maquiagem, mobília para o cenário, atores, texto, luz, câmera e…
Não…ainda não é ação! Os atores vão chegando aos poucos, cada um com seu jeito único. Uns afobados porque precisam decorar aquela parte do texto que empaca para falar, outros calmos porque o são por natureza, ou porque tomaram alguns goles de Maracujina para atuar com mais fluidez.
Nem tudo, ou melhor quase nada são flores no teatro. Para você estar ali, todo pomposo falando o texto sem errar, dando os passos certos e fazendo a coreografia no ritmo da música, com certeza ficou horas sem comer, e muitas vezes sem dormir , ensaiando e decorando o texto e a coreografia.
Aí na hora da peça, vem a parte mais intrigante: Como os atores conseguem se trocar no escuro, sem colocar nada nos avessos? A resposta é simples: treino. Mas isso é simples? É notório que não. ”Somos treinados para aprender a se trocar no escuro e se locomover no escuro, desde as aulas que a gente tem no começo do curso”, diz Ian Félog, um dos menestréis do espetáculo Lendas e Tribos.
Chegar, comprar seu ingresso, ficar na fila e sentar na poltrona até a peça começar é aconchegante. Mas delicioso mesmo é você poder assistir a peça, tendo feito parte dos bastidores e dizer: “Faria e vou fazer tudo de novo, valeu cada minuto”.

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Categorias: Atena, Teatro

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