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Seguindo os passos dos incas

 Por Rafael Albuquerque

 


Muito antes dos europeus saberem da existência do continente americano, três grandes civilizações, as chamadas pré-colombianas, já o dominavam. Na parte superior da América, onde hoje conhecemos como a porção central, localizavam-se os grandes impérios dos Maias e dos Astecas. Ao sul do continente, na área que corresponde atualmente ao Peru, os Incas fincaram suas raízes e lá construíram seu grande império.

Deixando um vasto legado que nos atinge até hoje, seja no vestuário ou na alimentação, não apenas os Incas, mas todas as civilizações pré-colombianas foram arrasadas com a chegada dos europeus – um choque de cultura, classificado por alguns, mas que, na verdade, foi um grande genocídio. Diante do poder da pólvora, das doenças européias e do inédito contato com o homem branco, essas civilizações foram pouco a pouco sucumbindo, até a sua completa destruição. Porém, os seus vestígios permaneceram e, não há muito tempo atrás, a maior riqueza da cultura Inca foi descoberta: Machu Pichu.

 

 

Tomando o rumo de Machu Pichu

Foi apenas em 1911 que a herança mais preciosa dos Incas foi descoberta. Cravada na região andina central do Peru, a cidadela guarda muitos segredos e lendas, como a que seu próprio descobridor, o explorador e político estadunidense Hiram Bingham, teria roubado alguns tesouros de Machu Pichu e vendido aos Estados Unidos. Por motivos assim, a cidade perdida dos Incas é roteiro certo de turistas do mundo inteiro e certeza de uma excelente opção de viagem.

Ao procurar as rotas para chegar à esse destino, torna-se claro a razão dela ter sido descoberta há não muito tempo atrás. Mas mesmo depois de quase cem anos, não é nada fácil chegar à Cusco, capital do império Inca. Nem mesmo para os mais otimistas dos mochileiros. Caminho preferido pela maioria dos viajantes, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, faz divisa com a Bolívia e é o ponto inicial da viagem. Mas para chegar até lá, há duas opções: pode-se ir de ônibus, direto para Corumbá, ou tomar um vôo para Campo Grande e, de lá, um ônibus ou outro vôo para a cidade fronteiriça.

Chegando à fronteira, você terá de tomar um ônibus para Puerto Suarez, na Bolívia; mas pela proximidade das duas cidades, também há quem prefira atravessar a fronteira andando. Acostume-se aos ônibus, pois virão muitos pelo caminho – e todos em condições não muito boas. Em Puerto Suarez, encontramos a primeira grande atração da viagem: o famoso Trem da Morte.

Infame pelo seu nome mais comum, ele nos leva até Santa Cruz de La Sierra, cidade localizada no centro da Bolívia. Essa viagem pode levar até 19 horas, pois é feita, na maior parte do seu percurso, em uma baixa velocidade. Apesar da má conservação dos trens, não deixa de ser uma viagem única e memorável. Nos anos 80, essa ferrovia era ligada até o interior de São Paulo, na cidade de Bauru, passando por todo o pantanal mato-grossense. Mas, infelizmente, o trecho Bauru-Corumbá foi desativado nos anos 90.

Santa Cruz é uma bela cidade, mas apenas conhecida pela maioria dos brasileiros pelas visitas que a nossa seleção ou outros times de futebol lá fazem. Vale a pena um tour em Santa Cruz, mas não há muito tempo a perder: estamos apenas na metade do caminho para Machu Pichu. E, de ônibus, chegaremos à bolivianíssima Cochabamba. A viagem para essa cidade de nome muito simpático nos tomará, aproximadamente, 18 horas.

Se você tiver tempo, pare na cidade e conheça os pontos turísticos de lá. Lembre-se que a cultura boliviana é riquíssima, e cada segundo em seu território é valioso. Vale conhecer o templo de Cochabamba e dar uma volta no teleférico da montanhosa cidade. Mas, se o tempo lhe falta, nosso próximo destino é, de imediato, a capital do país, La Paz. Também chegaremos lá por ônibus, em mais uma longa viagem. 15 horas é o que ela costuma nos tomar. De La Paz, iremos para outra cidade que tem um nome bem conhecido por nós: Copacabana.

Em uma viagem bem mais curta, em torno de cinco horas, o ônibus nos levará a uma cidade bem interessante. Copacabana é uma das várias cidades localizadas nas margens do belo Lago Titicaca. Ele tem cerca de 8300 km² e está situado a 3821 metros acima do nível do mar. Além de ser o lago comercialmente navegável mais alto do mundo, ele é marcado por delinear a fronteira entre Bolívia e Peru. Ainda de ônibus, contornaremos as margens do lago para chegar ao nosso primeiro destino peruano. Localizada na porção oeste do Titicaca, Puno é uma cidade que também tem destaque pelo lago e que merece ser conhecida. Caso haja tempo.

Enfim, Cusco é o nosso próximo destino, e não está muito longe. Uma viagem de ônibus nos levará, em quatro horas, de Puno à capital do império Inca. Mas lembre-se, não iremos direto para Machu Pichu; Cusco é apenas uma parada, uma cidade-base. Chegando lá, procure descansar, pois tivemos cerca de 50 horas de estrada. É a cidade em que devemos passar um dia ou mais, se necessário, pois o caminho para a cidadela das ruínas Inca será ainda muito difícil.

Uma das maneiras para chegar à Machu Pichu é fazendo a trila inca. É um caminho considerado intacto, feito até hoje da mesma maneira que era feito pelos incas, e leva, geralmente, quatro dias. Portanto, é preciso ter mais do que um simples “fôlego” a mais. Assim como a estadia em albergues – hostels – ou hotéis, é necessário garantir a sua vaga na trilha inca com antecedência, pois a procura é muito grande. Para isso, contratar uma agência é essencial, e isso pode ser feito no site http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0/index.phpusco.gob.pe/2.0/index.php . Lá, além das agências, você pode visualizar os meses e os dias disponíveis para a trilha.

Ao chegar à cidadela, ao final da trilha, é impossível não se maravilhar com as ruínas incas. Todos os sacrifícios feitos pelo caminho são recompensados com a bela paisagem andina e as histórias guardadas em Machu Pichu. Uma ótima opção de viagem para quem é adepto do mochilão.

 

 

 

 

 

Para saber mais:

 

 

Comunidade de Machu Pichu no Orkut – dicas práticas sobre a trilha: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=70699&tid=2503681029061523845&na=1&nst=1

 

 

Guia do Turista Brasileiro – Machu Pichu: http://www.manualdoturista.com.br/detalhes7.ASP?pesquisa=1135

 

Instituto Nacional de Cultura Cusco: http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0/index.php

 

 

Mochileiros – fórum de viajentes de vários locais: http://www.mochileiros.com/

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Categorias: Turismo

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