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Filme sobre repressão social alemã vence Palma de Ouro em Cannes

Por Rafaella Arruda

O filme “A Fita Branca”, do diretor austríaco Michael Haneke, foi o vencedor da Palma de Ouro da 62ª edição do Festival de Cannes, encerrado no dia 24 de maio. Segundo informações do site Deutsche Welle, a produção, quase toda gravada na pequena localidade de Netzow, no estado de Brandemburgo, foi escolhida por um júri de celebridades presidido pela atriz francesa Isabelle Hupert.
O drama em preto-e-branco se passa em um vilarejo no nordeste da Alemanha, no período anterior à Primeira Guerra Mundial. Nesse povoado, onde as relações sociais são regidas pelo extremo autoritarismo, puritanismo e submissão, crianças e suas famílias passam a ser confrontadas por incidentes misteriosos. O enredo desenvolve-se em uma atmosfera de medo e deformação das personalidades.
A partir desse cenário, o austríaco Haneke leva às telas o questionamento sutil das origens da Segunda Guerra Mundial, delineando um contexto social alemão altamente repressor que, anos mais tarde, produziria os horrores do nazimo. Haneke porém afirma, segundo informações da Deutsche Welle, que o tema em princípio “nacional” deve também ser observado em uma abordagem universal, uma vez que sua interpretação pode ser transportada para qualquer país.
Além de “A Fita Branca”, outras produções de sucesso do diretor são os filmes “Violência Gratuita” (versões em 1997 e 2008), “A Professora de Piano” (2001) e “Cachê” (2005). Ao todo, o cineasta austríaco já foi premiado cinco vezes no Festival de Cannes.
Segundo informações do site Cineclick, “A Fita Branca” já tem distribuição confirmada para o Brasil, ainda sem data definida. A Imovision, que já distribuíra no país o vencedor da Palma de Ouro de 2008, “Entre os Muros da Escola”, será também responsável pela divulgação do filme no Brasil.
Outras produções vencedoras do Festival de Cannes foram “Anticristo”, de Lars von Trier, que rendeu o prêmio de melhor atriz para a francesa Charlotte Gainsbourg, e a produção germano-americana“Bastardos Inglórios”, do diretor Quentin Tarantino, com a premiação de melhor ator para Christoph Walz. O categoria de “Grande Prêmio do Júri” foi vencida pelo drama“O Profeta”, do diretor francês Jacques Audiard.

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